Um mês de Findeslab: mais de 300 oportunidades de inovação e 2.600 visitantes
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Um mês de Findeslab: mais de 300 oportunidades de inovação e 2.600 visitantes

Um mês de Findeslab: mais de 300 oportunidades de inovação e 2.600 visitantes

O Findeslab está localizado no topo do Edifício Findes, na Reta da Penha, em Vitória Foto: Alexandre Mendonça | UCI Findes

A inovação no Espírito Santo começa a ganhar novas proporções. Com apenas um mês de inauguração, ocorrida no dia 5 de setembro, o Findeslab movimentou o segmento com 344 oportunidades de inovação e 2.594 visitantes. O Findeslab é o laboratório de acesso à inovação da Federação das Indústrias do Espírito Santo (Findes). “Os números do nosso primeiro mês de atividade mostram que há boas ideias por aí que precisam ser descobertas. Essas 344 oportunidades correspondem à soma das análises de ideia e do número de inscritos no Programa de Empreendedorismo Industrial”, explica a gerente de inovação do Findeslab, Naiara Galliani.

 

“Nossa meta é responder a todos, ninguém fica sem resposta. Temos um encaminhamento para todos aqueles que buscam a nossa orientação. Mesmo que algumas ideias não estejam ligadas à tecnologia, propomos aos interessados um caminho para desenvolverem seus projetos”, conta Naiara. Das 147 análises de ideia, 62 viraram projetos de inovação. Destes, alguns foram submetidos ao edital de inovação do Programa de Empreendedorismo Industrial, outros foram encaminhados para o Programa Centelha, ou viraram serviços para o Instituto Senai de Tecnologia (IST). O propósito do hub é estruturar essas demandas para conectar com todo ecossistema de inovação para viabilizar, de fato, o empreendedorismo e desenvolvimento de projetos inovadores.

 

O Programa de Empreendedorismo Industrial, que conecta os desafios das empresas às soluções desenvolvidas por startups e spin-offs com método de aceleração, atraiu 197 participantes. Spin-offs são como uma empresa desenvolvida dentro de outra empresa maior. “Recebemos projetos de sete estados do Brasil. Além do Espírito Santo, tivemos concorrentes vindos de Minas Gerais, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro, Santa Catarina e São Paulo”, pontua Naiara. No Estado, as cidades de Vitória, Vila Velha, Colatina, Guarapari, São Mateus e Serra enviaram projetos.

 

Direcionada pelo Raja Valley, espaço de conexão entre empreendedores, startups, investidores e mercado de tecnologia em Belo Horizonte, a PriceSurvey se inscreveu para o desafio da Fortlev no Findeslab. “Já participamos de alguns editais de inovação pelo país, mas procuramos sempre um respaldo de alguma instituição de peso, pois sabemos que existem alguns movimentos de startup no mundo que não são sérios. São poucos os programas sérios de empreendedorismo no Brasil. Estamos na expectativa”, revela o CEO da PriceSurvey, Maycon Andrade.

 

Andrade acredita que hubs como o Findeslab contribuem para popularizar a inovação no Brasil. “Somos um país jovem em empreendedorismo, precisamos criar essa maturidade e para isso acontecer, movimentos como o Findeslab são importantes”. Empresa de pesquisa de preços e marketing share no mercado físico e virtual, a Price atua em mais de 400 cidades e mais de 5 mil estabelecimentos no Brasil, Chile e Argentina. Para recrutar esse exército de pesquisadores a empresa utiliza o modelo que chama de Uberização, qualquer pessoa pode ser um pesquisador, o Pricer. Por sua característica, a PriceSurvey optou pelo tema “Captura de informações no ponto de venda” dentro do desafio da Fortlev.

 

 

Espaço Maker do Findeslab | Foto: Alexandre Mendonça – UCI Findes

 

 

Já a Fibravit, do empresário Gilmar Guanandy Regio, procurou o Findeslab para lapidar um seu projeto de inovação para um edital do Sesi. “Havíamos submetido nosso projeto ao edital do Senai, mas não tivemos êxito. Agora, com a orientação da profissional Raiane Reinholz, do laboratório de inovação da Findes, fizemos uma reestruturação que tornou o projeto mais robusto, mais consistente. Nossa ideia tem tudo a ver com saúde e segurança, por isso resolvemos apostar no edital do Sesi”, pontua.

 

A Fibravit desenvolve modelos de sanitários em fibra de vidro, semelhante aos banheiros químicos. “Com o aumento da demanda precisamos implantar uma nova tecnologia na produção do produto. A tecnologia vai nos permitir usar sensorização, geolocalização, checklist à distância, entre outras facilidades”.

 

Regio avalia que o Findeslab é uma oportunidade para pequenas empresas como a dele, que não possuem estrutura para inovar sem auxílio. “É preciso deixar para trás esse pensamento de que a inovação é algo distante. A Federação é para todas as indústrias, desde as pequenas até as grandes, e está nos oferecendo uma ferramenta que chega para nos auxiliar a levar nossas empresas a um patamar mais competitivo. Não tenho braço para inovar sozinho”.

 

Espaço Business do Findeslab | Foto: Alexandre Mendonça – UCI Findes

Investimentos

 

A operação do Findeslab é feita pelo Senai, uma instituição reconhecida nacionalmente pela promoção da inovação para as necessidades da indústria. O Senai Nacional, por meio do Edital de Inovação para a Indústria, apoiará os projetos com recurso complementar dedicado ao desenvolvimento tecnológico. Além desse apoio, o Findeslab conta com oito empresas parceiras (ArcelorMittal, Companhia de Desenvolvimento de Vitória, Fortlev, ISH, Shell, Soma Urbanismo, Unimed e Vale) que investiram R$ 250.000,00, cada, além da Fapes com R$ 792.000,00. No total de R$ 2.792.000,00. “Esse programa que estruturamos está atrelado a uma estratégia de inovação, no eixo de Programa de Empreendedorismo Industrial. A cada investimento de uma empresa o Senai investe também, desta forma o valor de investimento chega a R$ 4.792.000,00”, ressalta a gerente de inovação do Findeslab.

 

Também foram estabelecidas parcerias estratégicas com a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) por meio do Funcitec/MCI, o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e o Senai Nacional por meio do Edital de Inovação para a Indústria. A chamada de projetos é uma oportunidade para empreendedores de base tecnológica se conectarem a uma rede industrial com empresas de diversos segmentos e portes, além do suporte da academia e aporte do setor produtivo, governo e investidores.

Por Marcella Andrade

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