"O Findeslab tem um papel crucial para o desenvolvimento do Estado e para a economia do país"
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“O Findeslab tem um papel crucial para o desenvolvimento do Estado e para a economia do país”

“O Findeslab tem um papel crucial para o desenvolvimento do Estado e para a economia do país”

​A análise é de Alexandre Mosquim, responsável pela inovação aberta da Vale e fundador do movimento Open Innovation BR. Confira a entrevista completa.

Alexandre Mosquim, um dos entusiastas do Open Innovation BR e líder de inovação aberta da Vale, parceiro do Programa de Empreendedorismo Industrial do Findeslab

Com a necessidade de inovar cada vez mais forte, algumas iniciativas estão ocorrendo no país para fazer esse processo acontecer. São pessoas, empresas, organizações, governos, investidores, startups e membros da academia que se unem e trabalham ativamente para viabilizar a inovação em seus ambientes de trabalho, cidades, estados e no país. Uma delas é o Open Innovation Brasil.

 

Surgido há dois anos em um grupo de Whatsapp, inicialmente, o grupo compartilhava experiências de sucesso e também os fracassos no processo de inovação. A iniciativa deu certo e cresceu em número de colaboradores e também propósito. Hoje, estabelecida na plataforma Slack, possui mais de mil colaboradores e acadêmicos que estimulam a inovação aberta em empresas estabelecidas e organizações.

 

“Nosso propósito é impactar, alavancar e transformar. Para isso, temos feito encontros em todo Brasil, nos quais formamos um time para influenciar positivamente o ecossistema local e o global”, explica Alexandre Mosquim, um dos fundadores do movimento.

 

O Open Innovation BR foi uma das programações da semana de lançamento do Findeslab, reunindo vários nomes do ramo da inovação, entre eles o próprio Mosquim, que também é responsável pela Inovação Aberta da Vale, empresa parceira e participante do nosso Programa de Empreendedorismo Industrial.

 

Ele concedeu uma entrevista para o nosso site sobre o movimento Open Innovation BR, o porquê de se estimular a prática da inovação aberta e os desafios em se implementar esse método nas empresas. Além disso, ele fez uma análise bem bacana sobre a importância do nosso hub de inovação para o Espírito Santo e também o país.

 

Confira a entrevista:

 

  • O que é e como funciona o Open Innovation BR?

 

Mais ou menos no ano de 2016, algumas pessoas que já trabalhavam com inovação resolveram se unir e compartilhar experiências, práticas, informações sobre inovação aberta. A gente não fazia a menor noção de que isso se tornaria um grande movimento, presente no Brasil todo, que é o Open Innovation BR. Hoje estamos presentes em mais de 39 squads espalhados pelo país e tem diversos temas específicos.

 

E o que o Open Innovation BR faz é gerar densidade, ou seja, colocar em um único lugar startups, universidades, centro de pesquisas, fundos de investimentos, governo, grandes corporações para compartilhar práticas, discutir as melhores formas, sentar na mesma mesa. Porque vemos muito as corporações discutindo sozinhas sobre como se conectar com o ecossistema, falando das dificuldades; vemos o ecossistema de startups, de inovação, discutindo como se conectar com as corporações; e aí por diante, e criar essa conexão é extremamente rico. Colocar todo mundo para discutir, para falar, para compartilhar informação.

 

Trazer gente de fora do Brasil, gente que já tem muito conhecimento. Inclusive dentro do Brasil. O Brasil é riquíssimo em conhecimento, é riquíssimo em experiências. Inclusive, o próprio Estado do Espírito Santo já tem cases de inovação aberta, tem muita coisa para contribuir.

 

O Open Innovation BR, então, é um movimento que reúne todos esses atores do ecossistema de inovação aberta para conseguir fortalecer o próprio ecossistema.

 

  • Dentro do contexto que a gente vive, nessa era de transformação digital, qual a importância em se promover a inovação aberta?

 

A inovação aberta é você abrir os muros da empresa para se conectar com startups, universidades, centro de pesquisas, fundo de investimentos, governos.

A riqueza que inovação aberta traz é grande. A partir do momento que você abre os muros das empresas e trazer todos esses atores para colaborar em relação a soluções, você cria uma organização mais fluida, rápida e preparada para esse mundo em transformação. E fazendo isso, a empresa se torna o ecossistema. Criando essas conexões, ela gera valor não apenas para si, mas também para a sociedade como um todo.

 

  • Quais são os desafios?

 

O mundo corporativo ainda é muito fechado, com uma série de barreiras criadas para proteger a empresa, como os setores jurídicos e de compliance. Eles sempre foram importantes para que a empresa se tornasse sólida e sobrevivesse ao mercado. Mas essas mesmas estruturas de proteção que dificultam essa abertura que estamos falando.

As empresas tradicionais têm uma série de fluxos internos que dificultam a conexão com os atores do ecossistema, com a contratação de uma startup, por exemplo.

 

As regras de suprimentos, do jurídico, gestão de riscos e compliance, são super importantes, mas precisam ser revistas e adaptadas a flexibilidade e fluidez que o mundo atual necessita.

 

Uma das maiores barreiras também é a cultura da empresa. Ela ainda não está preparada para se relacionar com esses novos parceiros, com os atores do ecossistema de inovação. Apesar de você ter uma área que acredita muito na inovação aberta, que traz uma startup para trabalhar e essa conexão gera um resultado grande para empresa. Mas quando vamos escalar isso para o resto da empresa, enfrenta-se resistência em entender essa nova realidade.

 

  • Diante dessas dificuldades colocadas por você, como um hub de inovação como Findeslab pode contribuir para solucioná-los? E qual o impacto que ele pode causar na economia de um estado, por exemplo?

 

Eu acredito muito que um espaço como o Findeslab tem um potencial enorme de ser um dos grandes protagonistas das dessa transformação cultural. Quando a gente fala em inovação aberta, falamos em trabalho conjunto, em colaboração e o Findeslab consegue reunir os atores necessários para fazer a coisa toda acontecer. Ninguém sozinho consegue fazer essa revolução.

 

Existe uma publicação da Up Global que fala que para conseguir realmente fortalecer um ecossistema de inovação, você precisa trabalhar cinco pilares: formar talentos, cultura, acesso a capital, ambiente regulatório e densidade.

 

E o Findeslab consegue atuar em cada um deles de uma forma muito forte. Então, acredito que ele tem um papel crucial para o desenvolvimento do Estado e para a economia do país. Porque, não demora, ele vai começar a atrair para o Espírito Santo uma série de soluções vindas de outras regiões do país, devido a densidade que ele está gerando.

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